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	<title>Arquivos o que muda com o posicionamento do STJ? - GRM Advogados</title>
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	<title>Arquivos o que muda com o posicionamento do STJ? - GRM Advogados</title>
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		<title>Lei do Bem e PLR: o que muda com o posicionamento do STJ?</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 13:00:36 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Lei do Bem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Empresas que investem em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&#038;I) e utilizam os incentivos da Lei do Bem podem ter novos elementos para avaliar os dispêndios considerados no cálculo do benefício fiscal.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Lei do Bem e PLR: o que muda com o posicionamento do STJ?</strong></h2>
<p><span style="color: #ff6600;"><strong>Empresas que investem em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&amp;I) e utilizam os incentivos da Lei do Bem podem ter novos elementos para avaliar os dispêndios considerados no cálculo do benefício fiscal.</strong></span></p>
<p>Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao julgar o REsp nº 1.742.852/RS, reconheceu que os valores pagos a título de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) a profissionais diretamente envolvidos em atividades de PD&amp;I podem integrar os dispêndios elegíveis da Lei do Bem. O entendimento reforça uma discussão antiga e potencialmente relevante para empresas que realizam investimentos em inovação.</p>
<h2><strong>A evolução da discussão sobre a PLR na Lei do Bem</strong></h2>
<p>A inclusão da PLR no cálculo do benefício sempre gerou divergências.</p>
<p>De um lado, sustenta-se que a PLR constitui despesa operacional dedutível para fins de IRPJ e CSLL e integra a remuneração dos profissionais envolvidos em atividades de PD&amp;I. De outro, argumenta-se que seu pagamento normalmente ocorre em período posterior ao das atividades que geraram os resultados da empresa, o que afastaria a correlação direta exigida para caracterização do dispêndio incentivado.</p>
<p>Esse cenário levou à coexistência de entendimentos divergentes na esfera administrativa e nos Tribunais Regionais Federais (TRFs), gerando insegurança jurídica para os contribuintes.</p>
<h2><strong>O entendimento do STJ</strong></h2>
<p>Ao analisar o tema, o STJ concluiu que a elegibilidade dos dispêndios para fins da Lei do Bem deve observar, prioritariamente, sua natureza de despesa dedutível para fins da legislação do imposto de renda.</p>
<p>Com base nesse entendimento, reconheceu que a PLR paga a profissionais envolvidos em atividades de PD&amp;I pode ser considerada no cálculo do incentivo fiscal, afastando restrições que não encontram respaldo na própria legislação tributária.</p>
<h2><strong>O que isso significa para as empresas?</strong></h2>
<p>O precedente fortalece a tese favorável à inclusão da PLR entre os dispêndios incentivados e amplia a segurança jurídica para empresas que utilizam a Lei do Bem.</p>
<p>A discussão é especialmente relevante para organizações que possuem programas de PLR representativos e mantêm investimentos recorrentes em inovação, uma vez que os valores envolvidos podem impactar significativamente a apuração do benefício.</p>
<h2><strong>Quem deve analisar essa oportunidade?</strong></h2>
<p>A revisão é particularmente relevante para empresas tributadas pelo Lucro Real que:</p>
<ul>
<li>desenvolvem atividades de PD&amp;I;</li>
<li>possuem equipes dedicadas a projetos de inovação;</li>
<li>adotam programas de PLR;</li>
<li>utilizam ou possuem potencial para utilizar os incentivos da Lei do Bem.</li>
</ul>
<p>O benefício não está restrito à indústria. Empresas de tecnologia, serviços, agronegócio, saúde, logística, energia e comércio também podem se enquadrar, desde que atendam aos requisitos legais.</p>
<h2><strong>Existe impacto sobre exercícios anteriores?</strong></h2>
<p>O precedente do STJ pode levar empresas a reavaliar a metodologia adotada em apurações passadas nas quais a PLR tenha sido excluída do cálculo do benefício.</p>
<p>Essa análise deve considerar a documentação dos projetos de PD&amp;I, a política de remuneração adotada, a materialidade dos valores envolvidos e o perfil de risco tributário da empresa.</p>
<p>Os possíveis desdobramentos da decisão demandam avaliação individualizada, considerando as circunstâncias específicas de cada caso.</p>
<h2><strong>O que a empresa deve fazer agora?</strong></h2>
<p>O principal passo é verificar se a metodologia atualmente utilizada na apuração da Lei do Bem contempla todos os dispêndios potencialmente elegíveis relacionados às atividades de PD&amp;I.</p>
<p>Uma revisão pode identificar:</p>
<ul>
<li>valores que não vêm sendo considerados no cálculo do incentivo;</li>
<li>PLR paga a profissionais envolvidos em atividades de PD&amp;I;</li>
<li>exclusões baseadas em interpretações restritivas da regulamentação;</li>
<li>oportunidades de aprimoramento dos controles e da documentação de suporte.</li>
</ul>
<p>Em um cenário em que inovação e eficiência tributária caminham cada vez mais juntas, o precedente do STJ reforça a importância de revisar a metodologia adotada na Lei do Bem. Mais do que discutir a existência do benefício, a questão passa a ser se a empresa está considerando, de forma adequada, todos os dispêndios que a legislação permite reconhecer.</p>
<p>&nbsp;</p>
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