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	<title>Arquivos fisco - GRM Advogados</title>
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	<description>Advogados</description>
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	<title>Arquivos fisco - GRM Advogados</title>
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		<title>Novo código de defesa do contribuinte: o que muda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[GRM]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Feb 2026 13:30:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fique por Dentro]]></category>
		<category><![CDATA[Código de defesa do contribuinte]]></category>
		<category><![CDATA[fisco]]></category>
		<category><![CDATA[tributação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Novo código de defesa do contribuinte surge como uma resposta direta à necessidade de mais equilíbrio na relação entre Fisco e empresas.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O Novo código de defesa do contribuinte</strong> surge como uma resposta direta à necessidade de mais equilíbrio na relação entre Fisco e empresas. O tema é relevante porque impacta direitos, deveres e a forma como o contribuinte será tratado em fiscalizações e cobranças.</p>
<h3><strong>O que é o Novo código de defesa do contribuinte</strong></h3>
<p>O <strong>Código</strong> é uma proposta legislativa que busca consolidar, em um único diploma, direitos e garantias já previstos de forma dispersa na Constituição, no CTN e em leis esparsas.</p>
<p>O objetivo central é trazer mais clareza, previsibilidade e segurança jurídica para quem paga tributos.</p>
<h3><strong>Mais segurança jurídica para as empresas</strong></h3>
<p>Um dos pilares do <strong>Código de Defesa do Contribuinte</strong> é reforçar princípios como boa-fé, transparência e confiança legítima.</p>
<p>Na prática, isso significa limitar mudanças abruptas de entendimento por parte do Fisco e reduzir autuações baseadas em interpretações instáveis ou contraditórias.</p>
<h3><strong>Limites à atuação do Fisco</strong></h3>
<p>O novo <strong>Código de Defesa do Contribuinte</strong> também avança ao estabelecer parâmetros mais claros para a fiscalização.</p>
<p>Estão previstos critérios objetivos para autos de infração, vedação a exigências desproporcionais e maior racionalidade na aplicação de multas, evitando excessos que hoje oneram o caixa das empresas.</p>
<h3><strong>Valorização do contraditório e da ampla defesa</strong></h3>
<p>Outro ponto relevante do <strong>Código de Defesa</strong> é o fortalecimento do direito de defesa.</p>
<p>A proposta estimula decisões administrativas mais fundamentadas, prazos razoáveis e maior respeito ao contraditório, reduzindo litígios longos e custosos.</p>
<h3><strong>Por que o tema exige atenção agora</strong></h3>
<p>O debate sobre o <strong>Código de Defesa</strong> ganha força em um cenário de aumento da complexidade tributária e de transição para novos modelos de tributação.</p>
<p>Para empresários, acompanhar essa evolução é estratégico para antecipar riscos, ajustar processos internos e tomar decisões mais seguras.</p>
<p><strong>Em síntese</strong>, o <strong>Código de Defesa do Contribuinte</strong> representa um movimento relevante de modernização do sistema tributário sob a ótica do contribuinte, com potencial impacto direto na gestão fiscal e no planejamento das empresas.</p>
<div><a href="https://grm.com.br/wp-content/uploads/2026/02/novo_codigo_de_defesa_do_contribuinte_o_que_muda.pdf" target="_blank" class="button primary" rel="noopener"  >
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		<item>
		<title>Programa Confia leva Receita Federal a revisar teses e evitar autuações bilionárias contra grandes contribuintes</title>
		<link>https://grm.com.br/programa-confia-leva-receita-federal-a-revisar-teses-e-evitar-autuacoes-bilionarias-contra-grandes-contribuintes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[GRM]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2026 14:32:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fique por Dentro]]></category>
		<category><![CDATA[alíquota da CSLL]]></category>
		<category><![CDATA[autuações fiscais]]></category>
		<category><![CDATA[CSLL]]></category>
		<category><![CDATA[fisco]]></category>
		<category><![CDATA[Selo Confia]]></category>
		<category><![CDATA[tributação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Receita Federal deixou de lavrar autuações fiscais que poderiam alcançar cerca de R$ 32 bilhões após negociações realizadas no âmbito do Programa de Conformidade Cooperativa Fiscal (Confia).</p>
<p>O post <a href="https://grm.com.br/programa-confia-leva-receita-federal-a-revisar-teses-e-evitar-autuacoes-bilionarias-contra-grandes-contribuintes/">Programa Confia leva Receita Federal a revisar teses e evitar autuações bilionárias contra grandes contribuintes</a> apareceu primeiro em <a href="https://grm.com.br">GRM Advogados</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><strong><span style="color: #ff6600;">A Receita Federal deixou de lavrar autuações fiscais que poderiam alcançar cerca de R$ 32 bilhões após negociações realizadas no âmbito do Programa de Conformidade Cooperativa Fiscal (Confia). O dado evidencia uma mudança relevante na atuação do Fisco, que passou a priorizar o diálogo técnico prévio com grandes contribuintes para a resolução de controvérsias tributárias complexas, evitando litígios administrativos e judiciais de grande porte.</span></strong></p>
<p>Em dois casos concretos já analisados no programa, a Receita concluiu que <strong>não era cabível a constituição de créditos tributários</strong>, afastando autuações bilionárias e consolidando entendimentos de alcance setorial.</p>
<h3>Revisão de teses tributárias e impacto econômico</h3>
<p>O principal caso envolveu empresas do <strong>setor elétrico</strong>, com impacto estimado em aproximadamente <strong>R$ 30 bilhões</strong>. A controvérsia dizia respeito à incidência de tributos sobre valores devolvidos aos consumidores em decorrência da chamada <em>“tese do século”</em>, que excluiu o ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins. A partir da provocação de uma empresa participante do Confia, a Receita Federal reviu sua interpretação e reconheceu a <strong>inexistência de base legal para a tributação</strong>, estendendo o entendimento a todo o setor.</p>
<p>O segundo episódio, estimado em <strong>R$ 2 bilhões</strong>, envolveu uma discussão individual relacionada à <strong>tributação internacional</strong>, que também foi solucionada na fase prévia de diálogo, sem a constituição de crédito tributário.</p>
<h3>Estrutura legal e evolução do Programa Confia</h3>
<p>Criado em setembro de 2022, o Confia teve início em caráter experimental, com a participação de nove empresas, avançou para uma fase piloto com 20 contribuintes e, posteriormente, foi <strong>institucionalizado por lei complementar</strong>, passando a integrar de forma permanente a política de conformidade da Receita Federal.</p>
<p>Na fase definitiva, o programa prevê <strong>40 vagas</strong>, com ingresso condicionado ao atendimento de critérios objetivos e subjetivos, entre eles:</p>
<ul>
<li>enquadramento como contribuinte especial;</li>
<li>receita bruta mínima anual de R$ 2 bilhões;</li>
<li>existência de ao menos R$ 100 milhões em tributos declarados;</li>
<li>histórico de conformidade fiscal e aduaneira;</li>
<li>estrutura de governança tributária e sistemas internos de controle.</li>
</ul>
<h3>Benefícios e autorregularização sem multa</h3>
<p>A adesão ao Confia assegura uma série de benefícios relevantes, como:</p>
<ul>
<li>concessão do <strong>Selo Confia</strong>;</li>
<li><strong>redução de 1% a 3% na alíquota da CSLL</strong>;</li>
<li>vedação ao arrolamento de bens;</li>
<li>prioridade no atendimento perante a Receita Federal;</li>
<li>preferência em licitações públicas.</li>
</ul>
<p>Além disso, o programa amplia as hipóteses de <strong>autorregularização sem multa</strong>, inclusive com parcelamento, e prevê regras diferenciadas para a constituição do crédito tributário, conforme a origem da controvérsia.</p>
<p>Quando a empresa revela espontaneamente seu entendimento tributário e concorda com a posição do Fisco, o valor pode ser recolhido <strong>sem penalidade</strong>. Havendo discordância, o crédito é constituído apenas com juros, preservando o direito de discussão no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Caso a discussão avance ao Judiciário, incide apenas multa de mora a partir desse momento.</p>
<h3>Resultados e perspectivas do programa</h3>
<p>Entre a fase experimental e a fase piloto, o Confia já resultou na <strong>regularização de aproximadamente R$ 500 milhões</strong> em créditos tributários, além da não aplicação de cerca de <strong>R$ 300 milhões em multas</strong>. Para o primeiro ano da fase permanente, a expectativa da Receita Federal é alcançar <strong>R$ 1 bilhão em autorregularizações</strong>, reforçando o caráter preventivo e cooperativo do programa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Programa Confia representa uma <strong>mudança estrutural na relação entre Fisco e grandes contribuintes</strong>, privilegiando o diálogo técnico, a previsibilidade e a redução do contencioso tributário. Ao permitir a revisão prévia de teses e a consolidação de entendimentos institucionais sem autuações automáticas, o modelo sinaliza maior segurança jurídica e eficiência arrecadatória, com impactos relevantes para empresas que adotam uma postura ativa de conformidade e governança tributária.</p>
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		<item>
		<title>Decisão com trânsito em julgado poderá ser afastada pelo Fisco</title>
		<link>https://grm.com.br/decisao-com-transito-em-julgado-podera-ser-afastada-pelo-fisco/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[GRM]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Oct 2022 18:45:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fique por Dentro]]></category>
		<category><![CDATA[casos tributarios]]></category>
		<category><![CDATA[fisco]]></category>
		<category><![CDATA[stf]]></category>
		<category><![CDATA[suprema corte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O STF formou maioria para reconhecer que decisões judiciais com trânsito em julgado, em casos tributários, poderão ser afastadas automaticamente pelo Fisco, em caso de mudança do entendimento no âmbito da própria Suprema Corte.</p>
<p>O post <a href="https://grm.com.br/decisao-com-transito-em-julgado-podera-ser-afastada-pelo-fisco/">Decisão com trânsito em julgado poderá ser afastada pelo Fisco</a> apareceu primeiro em <a href="https://grm.com.br">GRM Advogados</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #ff6600;">O STF formou maioria para reconhecer que decisões judiciais com trânsito em julgado, em casos tributários, poderão ser afastadas automaticamente pelo Fisco, em caso de mudança do entendimento no âmbito da própria Suprema Corte.</span></strong></p>
<p>O Fisco poderá cobrar automaticamente tributos antes reconhecidos como indevidos, com base em decisões judiciais transitadas em julgado, caso a orientação que tenha motivado a decisão favorável ao contribuinte seja alterada no âmbito do STF.</p>
<p>O posicionamento adotado pelos ministros é no sentido de que as decisões com trânsito em julgado devem perder seus efeitos automaticamente, caso a tese nelas firmada seja contrária à orientação mais recente do STF.</p>
<p>A decisão afeta aqueles contribuintes que possuem decisões judiciais em matéria tributária com trânsito em julgado, assegurando-lhes o direito de não pagar um determinado tributo, cuja fundamentação é contrária ao posicionamento atual do STF.</p>
<div><a href="https://grm.com.br/wp-content/uploads/2022/10/decisao_com_transito_em_julgado_podera_ser_afastada_pelo_fisco.pdf" target="_blank" class="button primary" rel="noopener"  >
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			</item>
		<item>
		<title>Planejamento tributário: fisco pode desconsiderar atos praticados com o fim de reduzir tributos</title>
		<link>https://grm.com.br/planejamento-tributario-fisco-pode-desconsiderar-atos-praticados-com-o-fim-de-reduzir-tributos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[GRM]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Apr 2022 16:32:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fique por Dentro]]></category>
		<category><![CDATA[fisco]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento tributário]]></category>
		<category><![CDATA[stf]]></category>
		<category><![CDATA[tributário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O STF formou maioria para declarar a constitucionalidade da norma instituída para combater planejamentos tributários considerados abusivos pela autoridade fiscal.</p>
<p>O post <a href="https://grm.com.br/planejamento-tributario-fisco-pode-desconsiderar-atos-praticados-com-o-fim-de-reduzir-tributos/">Planejamento tributário: fisco pode desconsiderar atos praticados com o fim de reduzir tributos</a> apareceu primeiro em <a href="https://grm.com.br">GRM Advogados</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #ff6600;">O STF formou maioria para declarar a constitucionalidade da norma instituída para combater os  planejamentos tributários considerados abusivos pela autoridade fiscal.</span></strong></p>
<p>O Fisco “poderá desconsiderar atos ou negócios jurídicos praticados com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador do tributo ou a natureza dos elementos constitutivos da obrigação tributária”.</p>
<p>Para a maioria dos ministros do STF, a norma (<a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172compilado.htm">artigo 116, parágrafo único, do CTN</a>) que estabelece essa permissão é constitucional, cabendo à autoridade fiscal afastar atos ou negócios praticados com o fim de esconder o fato gerador praticado pelo contribuinte.</p>
<p>Esse dispositivo é utilizado pela Receita Federal, por exemplo, para rejeitar planejamentos tributários que não possuem outra razão de existir, senão a economia tributária. A Receita Federal entende que o planejamento tributário realizado com o objetivo exclusivo de economizar tributos é desprovido de “propósito negocial” ou “conteúdo econômico”.</p>
<p>Alguns dos ministros divergiram do entendimento firmado pela maioria, pois consideram que caberia ao Poder Judiciário o afastamento de atos praticados pelos contribuintes, e não à autoridade administrativa. Esse é o caso do Ministro Ricardo Lewandowski que contrariu a maioria.</p>
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		<title>Fisco pode pedir a falência de devedores</title>
		<link>https://grm.com.br/fisco-pode-pedir-a-falencia-de-devedores/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Gilbeto Gagliardi Neto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Dec 2020 03:20:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[INSS]]></category>
		<category><![CDATA[fisco]]></category>
		<category><![CDATA[imposto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A pretexto de atualizar e modernizar a legislação, o Senado Federal aprovou, em novembro de 2020, o Projeto de Lei nº 4.458/2020, que dentre outras disposições, altera a Lei nº 11.101/2005, que regula os institutos da recuperação judicial e da falência.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #ff6600;">Ouça o artigo aqui</span> ↓</strong></p>
<audio class="wp-audio-shortcode" id="audio-1659-1" preload="none" style="width: 100%;" controls="controls"><source type="audio/mpeg" src="https://grbm.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Fisco-pode-pedir-a-falencia-de-devedores.mp3?_=1" /><a href="https://grbm.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Fisco-pode-pedir-a-falencia-de-devedores.mp3">https://grbm.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Fisco-pode-pedir-a-falencia-de-devedores.mp3</a></audio>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #ff6600;">A pretexto de atualizar e modernizar a legislação, o Senado Federal aprovou, em novembro de 2020, o Projeto de Lei nº 4.458/2020, que dentre outras disposições, altera a Lei nº 11.101/2005, que regula os institutos da recuperação judicial e da falência.</span></p>
<p>Nos termos do artigo 47 da Lei nº 11.101/2005, a recuperação judicial “<em>tem por objetivo viabilizar a superação da situação de crise econômico-financeira do devedor, a fim de permitir a manutenção da fonte produtora, do emprego dos trabalhadores e dos interesses dos credores, promovendo, assim, a preservação da empresa, sua função social e o estímulo à atividade econômica.</em>”.</p>
<p>Ao contrário de dívidas bancárias e créditos trabalhistas (p.ex.), os créditos de natureza tributária não estão sujeitos ao regime de recuperação judicial. Ao contribuinte devedor cabe a celebração de parcelamentos específicos com as Fazendas Públicas (Municipal, Estadual e Federal), nos termos do artigo 68 da Lei nº 11.101/2005.</p>
<p>Contudo, não são poucos os casos em que, mesmo após requerer e obter o processamento de recuperações judiciais, tais recuperações acabam sendo convoladas em falências.</p>
<p>De acordo com o artigo 73 da Lei nº 11.101/2005, o juiz “<em>decretará a falência durante o processo de recuperação judicial</em>”:</p>
<p><span style="color: #ff6600;"><strong>1.</strong></span> por deliberação da assembleia-geral de credores, na forma do artigo 42 da Lei (que trata de quórum necessário para aprovação de propostas em assembleia-geral);</p>
<p><strong><span style="color: #ff6600;">2.</span></strong> pela não apresentação, pelo devedor, do plano de recuperação judicial dentro de 60 dias;</p>
<p><strong><span style="color: #ff6600;">3.</span></strong> quando houver sido rejeitado o plano de recuperação pela assembleia-geral de credores, e;</p>
<p><strong><span style="color: #ff6600;">4.</span></strong> pelo descumprimento de qualquer obrigação assumida no plano de recuperação judicial.</p>
<p>As novas alterações permitem ao Fisco cancelar os parcelamentos referidos no artigo 68 da Lei nº 11.101/2005 e/ou da transação prevista no artigo 10-C da Lei nº 10.522/2002.</p>
<p>Com a aprovação, a nova redação do artigo 73 da Lei nº 11.101/2005 também permitirá ao juiz decretar “<em>falência durante o processo de recuperação judicial</em>”:</p>
<p><strong><span style="color: #ff6600;">1.</span></strong> por descumprimento dos parcelamentos referidos no art. 68 desta Lei ou da transação prevista no art. 10-C da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002 (inciso V), e;</p>
<p><strong><span style="color: #ff6600;">2.</span></strong> quando identificado o esvaziamento patrimonial da devedora que implique liquidação substancial da empresa, em prejuízo de credores não sujeitos à recuperação judicial, inclusive as Fazendas Públicas (inciso VI).</p>
<p>Em termos práticos, se a empresa em recuperação judicial descumprir parcelamento(s) celebrado(s) junto às Fazendas Públicas, com o INSS, ou ainda, praticar atos de “<em>esvaziamento patrimonial”</em>, em prejuízo de credores não sujeitos à recuperação judicial (inclusive as Fazendas Públicas), o juiz decretará a falência da empresa.</p>
<p>De um lado, especialistas argumentam que a nova redação, dentre outras polêmicas, traz insegurança e pode prejudicar empresas com sua saúde financeira já fragilizada. Pois, muitas vezes o empresário prioriza o pagamento de folha de salários ao invés de impostos, e não há critérios objetivos que definam o que possa vir a configurar “<em>esvaziamento patrimonial</em>”.</p>
<p>De outro, o Fisco alega que se trata de uma nova ferramenta para pressionar o empresário a pagar o que negociou.</p>
<p>Caberá ao Poder Judiciário, em especial, ao juiz da recuperação judicial, a análise minuciosa de todas as circunstâncias do caso, ouvir os representantes da recuperanda (em homenagem a ampla defesa contraditório) e ponderar entre “<em>a superação da situação de crise econômico-financeira do devedor</em>” e a decretação de quebra.</p>
<p>Com a aprovação no Congresso Nacional, o projeto aguarda a sanção do Presidente da República.</p>
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