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	<title>Arquivos crime - GRM Advogados</title>
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	<title>Arquivos crime - GRM Advogados</title>
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		<title>STF decide que declarar e não recolher o icms próprio pode configurar crime</title>
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		<dc:creator><![CDATA[GRM]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Dec 2019 15:30:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fique por Dentro]]></category>
		<category><![CDATA[Informativos]]></category>
		<category><![CDATA[crime]]></category>
		<category><![CDATA[icms]]></category>
		<category><![CDATA[stf]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De acordo com a tese sugerida pelo Ministro Roberto Barroso, relator do caso, o contribuinte que deixa de recolher o ICMS cobrado do adquirente da mercadoria ou serviço incide no crime previsto no artigo 2°, inciso II, da Lei n° 8.137/1990, desde que haja com intenção de apropriação do tributo, a ser apurada a partir das circunstâncias objetivas factuais do caso.</p>
<p>O post <a href="https://grm.com.br/stf-decide-que-declarar-e-nao-recolher-o-icms-proprio-pode-configurar-crime/">STF decide que declarar e não recolher o icms próprio pode configurar crime</a> apareceu primeiro em <a href="https://grm.com.br">GRM Advogados</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #ff6600;">Ouça o informativo aqui</span> ↓</strong></p>
<audio class="wp-audio-shortcode" id="audio-2535-1" preload="none" style="width: 100%;" controls="controls"><source type="audio/mpeg" src="https://grbm.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Stf-decide-que-declarar-e-nao-recolher-o-icms-proprio-pode-configurar-crime.mp3?_=1" /><a href="https://grbm.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Stf-decide-que-declarar-e-nao-recolher-o-icms-proprio-pode-configurar-crime.mp3">https://grbm.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Stf-decide-que-declarar-e-nao-recolher-o-icms-proprio-pode-configurar-crime.mp3</a></audio>
<p>&nbsp;</p>
<p>A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal firmou seu entendimento no sentido de que o ato de declarar e não pagar o ICMS próprio pode configurar o crime previsto no artigo 2°, inciso II, da Lei n° 8.137/1990. Votaram nesse sentido os ministros Roberto Barroso (relator), Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Luiz Fux. Votaram contra a criminalização da conduta os ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio.</p>
<p>A questão foi decidida em sede de recurso ordinário em habeas corpus (RHC 163334/SC), manejado (o recurso) contra decisão do Superior Tribunal de Justiça que já havia reconhecido a configuração do crime na hipótese tratada (ICMS próprio declarado e não pago). Interessante notar que nesse mesmo caso, analisado pelo STJ e pelo STF , o juízo de primeira instância havia absolvido sumariamente o réu, sob o argumento de que a conduta não configuraria crime.</p>
<p>Segundo o voto do relator do caso no STF, ministro Roberto Barroso, o ICMS constitui uma espécie de tributo cujo encargo econômico é repassado pelo comerciante (contribuinte do imposto) ao adquirente da mercadoria dentro do preço praticado. Assim, o comerciante atua como mero depositário do ICMS que de fato é pago pelo adquirente da mercadoria.</p>
<p>Com base nessa premissa, ainda segundo o ministro relator Roberto Barroso, ao declarar e não pagar o ICMS que recebeu na venda de suas mercadorias, o comerciante (contribuinte do ICMS) estaria apropriando-se indebitamente do respectivo montante, assim praticando o crime previsto no artigo 2°, inciso II, da Lei n° 8.137/1990, disposto da seguinte forma:</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Art. 1° Constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo, ou contribuição social e qualquer acessório, mediante as seguintes condutas:</strong><br />
<strong>[&#8230;]</strong><br />
<strong>Art. 2° Constitui crime da mesma natureza:</strong><br />
<strong>[&#8230;]</strong><br />
<strong>II &#8211; deixar de recolher, no prazo legal, valor de tributo ou de contribuição social, descontado ou cobrado, na qualidade de sujeito passivo de obrigação e que deveria recolher aos cofres públicos;</strong></p>
<p>A apropriação indébita em matéria tributária e sua criminalização não é novidade. Porém, sua aplicação se restringia aos casos de responsabilidade pela retenção de tributos ou substituição tributária. Por exemplo, o empregador que, obrigado à retenção de INSS de seus empregados, o faz mas deixa de recolher o respectivo montante aos cofres públicos, assim apropriando-se do valor descontado.</p>
<p>Nesse novo caso, o STF entendeu que ocorreria apropriação indébita, mesmo não havendo a efetiva retenção por parte do contribuinte. O caso tratou do não recolhimento do ICMS próprio, não alheio.</p>
<p>Para o ministro Alexandre de Moraes, que seguiu o voto do relator pela criminalização da conduta, o comerciante (contribuinte do ICMS) não tem disponibilidade sobre o valor que recebe a título de ICMS, embutido no preço de suas mercadorias, o que, inclusive, impede a incidência de PIS e COFINS sobre o imposto (ICMS), da forma como o próprio Supremo Tribunal Federal decidiu no RE 574706 (exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS). Justamente por não ter disponibilidade sobre o que recebe a título de ICMS, o contribuinte pratica apropriação indébita quando deixa de recolhe-lo aos cofres estaduais.</p>
<p>A maioria se convenceu de que a criminalização dessa conduta, consistente em declarar e não pagar o ICMS próprio, é constitucional. Porém, por tratar-se de um crime que admite apenas a modalidade dolosa (quando existe a intenção de praticar a conduta criminosa), caberá a apuração, em cada caso concreto, da efetiva prática delituosa.</p>
<p>Isso significa que nem todos os contribuintes devedores de ICMS próprio, declarado e não pago, serão automaticamente penalizados criminalmente. Caberá à justiça, durante a instrução processual penal, apurar a intenção do contribuinte, de modo a aferir prática deliberada da apropriação indébita do montante relativo ao imposto.</p>
<p>Para o ministro relator, Roberto Barroso, a intenção de praticar o crime deverá ser provada a partir das “circunstâncias objetivas factuais” de cada caso. Por exemplo, o dolo poderá ser extraído a partir das seguintes particularidades:</p>
<p style="text-align: center;"><span style="background-color: #ff5100; color: #ffffff;">• inadimplência reiterada do contribuinte; • venda de produtos abaixo do preço de mercado; • criação de obstáculos à fiscalização; • utilização de entrepostas pessoas (“laranjas”); • ausência de tentativa de regularização do passivo; • abertura de empresas com o objetivo de impedir o sucesso de <span style="background-color: #ff4d00;">execuções fiscais</span>.</span></p>
<p>Caberá ao Supremo Tribunal Federal, agora, decidir quanto à possível modulação dos efeitos de sua decisão, de modo a aplica-la apenas daqui em diante ou para casos já em tramitação.</p>
<p>A pena para o crime previsto no artigo 2°, inciso II, da Lei n° 8.137/1990 é de detenção, de 6 meses a 2 anos, e multa.</p>
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